
Varejo e CRM: Como o Fazendão Usa o
Bitrix24 para Vender Mais
O 24 Cast saiu de Joinville para uma visita que mostra na prática como o Bitrix24 funciona no dia a dia do varejo. O destino foi o Fazendão Material de Construção, uma rede de quatro lojas que nasceu junto com a cidade de Fazenda Rio Grande em 1990 — 36 anos de história e um recorde absoluto de faturamento no primeiro trimestre de 2026. No episódio, Romualdo conversa com Anderson (diretor), Haroldo (gerente geral de vendas) e Gabriel (TI), três caras que estão construindo juntos uma operação comercial onde o CRM não é enfeite — é motor.
Um episódio diferente no formato — gravado andando pela loja, com o movimento real do dia a dia ao fundo — mas denso em conteúdo prático. O Fazendão resolve um dos maiores desafios do CRM no varejo: fazer a ferramenta funcionar numa operação onde o cliente entra, compra e sai em minutos, mas onde o relacionamento precisa durar anos.
O Contexto: Varejo de Material de Construção e o Desafio do CRM
Antes de entrar nos temas, vale entender o que faz do Fazendão um case relevante para qualquer empresa que usa CRM:
- São quatro lojas na Região Metropolitana de Curitiba, com 32 vendedores diretos e cerca de 90 usuários ativos no Bitrix24 — incluindo vendas, administrativo, estoque e expedição.
- O diferencial competitivo mais brutal: tudo que é vendido até as 16h é entregado no mesmo dia — numa operação de material de construção onde o mercado padrão trabalha com 10 dias de prazo.
- A integração com o ERP da Via Soft foi o ponto de partida: todo orçamento criado no RP já aparece automaticamente no Bitrix24 como card no pipeline de vendas.
- O primeiro trimestre de 2026 registrou recorde histórico de 36 anos — num segmento que cresceu 2% no Brasil. O Fazendão entregou 18%.
- É a terceira gravação entre Romualdo e a equipe do Fazendão — o que já mostra a profundidade da parceria e do case.
O Desafio Real do CRM no Varejo: Onde Faz Sentido?
A primeira pergunta que o episódio responde é a mais honesta: nem todo cliente que entra numa loja cabe no CRM.
- Quem compra uma lâmpada e vai embora não precisa de funil. O CRM faz sentido para orçamentos maiores, obras em andamento, clientes com histórico de compra — o que no Fazendão representa um segmento específico e estratégico da operação.
- A linha entre automatizar e humanizar é o coração do modelo: para tickets baixos, automação de lembrete e cupom. Para tickets altos, atendimento consultivo direto — e o CRM viabiliza essa distinção.
- O ICP (perfil ideal de cliente) do CRM do Fazendão foi definido com clareza: construtores, compradores de obra, clientes PJ — aqueles que têm um projeto com múltiplos momentos de compra ao longo de semanas ou meses.
- Para esse perfil, a etapa da obra substituiu o conceito genérico de estágio do funil — o Bitrix acompanha o projeto desde o terreno até o acabamento final, com fotos e registros em cada card.
A Integração ERP + Bitrix24 na Prática
O coração técnico do case é a integração entre o ERP (Via Soft) e o Bitrix24 — e ela funciona de forma simples e direta:
- O vendedor cria um orçamento no ERP — o que eles chamam de “carrinho” — e em poucos minutos esse carrinho já aparece como card no Kanban do Bitrix24.
- O pipeline tem etapas bem definidas: novos orçamentos, orçamentos enviados, em negociação — e do lado direito do Kanban, todos os motivos de perda: preço, concorrente, produto indisponível.
- Esses motivos de perda viram relatório imediato para compras, marketing e diretoria comercial — fechando o ciclo entre o que o vendedor perdeu na ponta e o que a empresa precisa ajustar em estoque, precificação e mix.
- O vendedor externo usa o CRM de forma diferente: ele abre o mapa, vê os pins das obras na cidade, acessa o card com foto do início da obra, histórico de compras e o momento atual do projeto — e já sabe por onde começar o dia.
Automações que Funcionam no Varejo Acelerado
Com um volume alto de orçamentos e uma operação que não para, as automações precisaram ser inteligentes — não genéricas:
- O hack dos 5 melhores: toda manhã às 8h30, o Bitrix24 envia automaticamente para cada vendedor os cinco maiores orçamentos abertos do dia. À tarde, às 16h, envia de novo — para checar quais foram tratados e quais ainda precisam de atenção. Simples, prático e com resultado mensurável.
- A automação não substitui o gestor — ela o potencializa. Haroldo usa o Bitrix como base para sentar com os vendedores e discutir oportunidade por oportunidade, sem depender de planilha ou memória.
- Foi numa dessas análises que um cliente inativo há dois anos foi localizado — um barracão enorme de fabricação de panetones, obra de um ano — oportunidade que só apareceu porque a gestão do CRM estava funcionando.
- A lógica é simples e poderosa: o CRM é bom para a empresa, mas é excelente para o vendedor — quando ele entende isso, a adoção acontece.
O Bitrix24 Além do CRM: TI, Help Desk e IA Interna
Gabriel, responsável pelo TI, mostrou como o Bitrix24 evoluiu para muito além do comercial:
- O setor de TI não tinha controle de chamados — tudo era resolvido por grupo de WhatsApp. Hoje, toda solicitação entra por formulário, vira card numa SPA (Smart Process Automation) com mais de seis colunas e controle completo de fluxo.
- Com o help desk no Bitrix, descobriram que recebiam mais de 150 chamados de TI por mês — sem saber disso antes. Você não consegue melhorar o que não consegue medir.
- O setor de compras também ganhou uma pipeline própria: todas as vendas de encomenda geram automaticamente um card para cotação e acompanhamento.
- O projeto mais ousado: a Karen — uma inteligência artificial interna desenvolvida pela equipe, integrada ao Bitrix24, que responde perguntas da equipe de vendas direto no bate-papo da ferramenta. A ideia é centralizar tudo dentro do Bitrix, sem dispersar comunicação em outras plataformas.
- Hoje, praticamente todos os 90 usuários da empresa — vendas, administrativo, estoque e expedição — comunicam-se, abrem chamados e trabalham dentro do Bitrix24.
A Responsabilidade da Gestão: O CRM Só Funciona de Cima para Baixo
Um dos momentos mais honestos do episódio foi sobre o papel da liderança na adoção do CRM:
- Os primeiros a serem formados e motivados foram os gerentes e supervisores de loja. A gerente da loja matriz senta com os vendedores, abre o CRM junto e trabalha lado a lado — esse é o modelo que replica o comportamento correto.
- O desafio é real: a operação é acelerada, o cliente entra e exige atenção imediata, e o vendedor precisa equilibrar o atendimento presencial com a gestão do pipeline. Não existe fórmula mágica — existe cultura construída aos poucos.
- A prova de que está funcionando: Haroldo já tem parâmetros claros mostrando que vendedores que fazem gestão no CRM entregam mais resultado — com menos esforço. Esse dado, compartilhado com o time, é o maior argumento para a adoção.
- A mudança cultural vem de cima: se o gestor analisa os dados no CRM nas reuniões, o time entende que a ferramenta é real — não é só uma exigência burocrática.
O Que Você Leva Desse Episódio
Para quem quer sair com ações concretas, os principais aprendizados do case Fazendão:
- Defina o ICP do seu CRM antes de configurar qualquer funil. Nem todo cliente precisa de CRM — mas os clientes certos precisam de muito CRM. No varejo, isso é ainda mais crítico.
- Integre seu ERP ao Bitrix24. Quando o orçamento nasce no ERP e aparece automaticamente no pipeline, a fricção de adoção cai drasticamente — o vendedor não precisa registrar duas vezes.
- Use os motivos de perda como inteligência de negócio. O que é “fechado como perdido” no CRM é o melhor relatório que compras, marketing e diretoria podem ter.
- Crie automações que resolvem problemas reais da sua operação. O hack dos cinco melhores orçamentos do dia é simples, gratuito e funciona — sem precisar de nenhuma integração externa.
- Forme os gestores antes de cobrar os vendedores. O CRM funciona de cima para baixo — quando o gerente usa a ferramenta nas reuniões, o time entende que ela é séria.
- Explore o Bitrix além do CRM. Help desk, compras, projetos internos e IA interna — tudo no mesmo lugar reduz dispersão e aumenta a visibilidade da operação.
👥 Participantes do episódio:
📌 Romualdo Silva: LinkedIn
📌 Anderson Baggio (Fazendão Material de Construção): LinkedIn
📌 Aroldo Antonoviez (Gerente Geral de Vendas, Fazendão): LinkedIn
Conclusão
A mensagem desse episódio é direta: o CRM no varejo não é para todo cliente — mas para os clientes certos, ele é o que separa quem cresce 2% de quem cresce 18%. O Fazendão não usa o Bitrix24 como ferramenta de tecnologia. Usa como sistema nervoso da operação comercial — conectando vendedor, gestor, compras, TI e diretoria em torno dos mesmos dados. Um case real, gravado na loja, com o movimento do dia a dia ao fundo. É assim que o CRM precisa funcionar.
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