Case Prosyst:
40 anos de tecnologia e uma nova visão comercial com Bitrix24

Em Joinville, no Prosyst Hub — espaço de convivência que completa 4 anos em 2026 —, Romualdo Silva recebe três gerações da Prosyst: Guilherme Post, à frente da área comercial; seu Ivan, um dos fundadores, hoje no conselho da empresa; e Jeane, diretora administrativa. O bate-papo passa pelos 40 anos de uma ERP verticalizada em indústria, pelo processo de sucessão que já dura oito anos, pela integração nativa entre o ERP Prosyst e o Bitrix24 no comercial, e pelo próximo ciclo tecnológico que a empresa já enxerga no horizonte: inteligência artificial conversacional dentro do próprio sistema de gestão.

24Cast · Romualdo Silva · Joinville, SC · 24cast na Estrada · #24Cast355

1986
ano de fundação, 40 anos de história
8 anos
de processo sucessório em condução
5.100+
voluntários da ABVESP, presidida por seu Ivan

40 anos de ERP verticalizado: renascer a cada ciclo

A Prosyst nasceu em 1986 e chega aos 40 anos como uma ERP fortemente verticalizada em indústria, com atuação local muito próxima do cliente. Como resume Guilherme Post, responsável pela área comercial, vender um ERP é uma venda consultiva: o cliente que decide trocar de sistema precisa repensar toda a operação da empresa, e por isso busca um parceiro sólido, com tecnologia de ponta e atendimento próximo — não um produto que se troca como se troca de roupa.

Seu Ivan, um dos fundadores e hoje no conselho da empresa, resume essa longevidade em ondas: ciclos financeiros, tributários, de governo e, principalmente, ciclos tecnológicos. Institucionalmente são 40 anos, mas em posicionamento de mercado, segundo ele, uma empresa de tecnologia não pode ficar parada por mais de cinco anos — sob risco de ficar para trás.

“Uma empresa de tecnologia que tenha longevidade precisa renascer. Institucionalmente são 40 anos, mas em posicionamento de mercado você não pode passar muito de cinco anos parado.”

Seu Ivan · Fundador e conselheiro, Prosyst

Prosyst Hub

O episódio foi gravado no Prosyst Hub, espaço criado para os colaboradores compartilharem, tomarem um café e saírem um pouco do ambiente de trabalho para voltar com a cabeça mais fresca. O lugar tem área externa com churrasqueira para o happy hour e o almoço do time, além de vestiário para quem vem de bicicleta — bastante comum em Joinville, conhecida como a cidade da bike.

Há também uma área interna de descompressão, com mesa de ping-pong e espaço para assistir jogos — bem a calhar em ano de Copa do Mundo. É um retrato físico de algo que aparece em todas as conversas do episódio: a cultura da Prosyst como principal ativo de longevidade da empresa.

Bitrix24 no comercial: do lead à integração nativa com o ERP

Guilherme Post entrou na Prosyst em 2008 e passou por quase todas as frentes da empresa: consultor de implantação até 2013, gestor da equipe de consultoria até 2017, arquiteto de soluções na área comercial a partir de 2017 e, desde 2022, à frente da gestão comercial. Essa trajetória construiu um conhecimento profundo do produto — do ERP à ferramenta de BI — que hoje sustenta a forma como ele conduz o funil de vendas.

Hoje, todo lead que chega pelo formulário do site ou pelo WhatsApp gera automaticamente um registro no CRM. A partir daí, Guilherme qualifica, dispara e-mails com templates personalizados e movimenta o funil etapa a etapa — avaliação, reunião, apresentação — até a conversão. O grande diferencial, segundo ele, é a integração nativa: assim que um lead vira cliente no Bitrix24, ele entra automaticamente no ERP da Prosyst, e um orçamento feito no ERP aparece direto para o time que trabalha dentro do CRM.

“A partir do momento que eu coloco um lead no CRM e converto ele para cliente, isso integra automaticamente dentro do Prosyst.” A força de vendas ganha em produtividade justamente porque não precisa transitar entre ferramentas: o histórico da jornada do cliente vive todo dentro do Bitrix24.

Sucessão: oito anos para encontrar as peças certas

Há dez anos, um cliente estratégico perguntou a seu Ivan se ele estava pensando em sucessão. A pergunta ficou. Para ele, o mercado quer enxergar continuidade no parceiro: se não há transição de liderança clara, a relação enfraquece e o cliente passa a buscar outra opção — porque um ERP exige relacionamento de longo prazo, tempo de maturação e estabilidade, não só tecnológica, mas relacional.

De lá para cá, foram oito anos organizando essa transição — encontrando as pessoas certas para a nova geração, com seu Ivan migrando para o conselho e Jeane assumindo cada vez mais a direção administrativa. E o processo não parou: enquanto um ciclo sucessório ainda está em curso, já começa um novo ciclo tecnológico, puxado pela inteligência artificial.

“Se o mercado vê que o parceiro não tem uma transição de liderança, de continuidade, ele enfraquece a relação. O cliente vai buscar uma parceria que ele entenda que pode ser de longo prazo.”

Seu Ivan · Fundador e conselheiro, Prosyst

Cultura e giveback: bombeiros voluntários e Comunitec

A cultura de cuidado da Prosyst extrapola os muros da empresa. Seu Ivan é vice-presidente do Corpo de Bombeiros Voluntários local há 15 anos e, em outubro, completa seis anos como presidente da ABVESP — Associação de Bombeiro Voluntário do Estado de Santa Catarina. São 32 corporações filiadas, atendendo 50 municípios e cerca de 25% da população catarinense, com um contingente de mais de 5.100 voluntários treinados e certificados. O modelo catarinense já foi replicado no Uruguai, a convite do governo local.

Jeane segue linha parecida à frente do Comunitec, associação de empresas de tecnologia de Joinville — cargo que assumiu neste ano, em sucessão a Sônia, depois de dois anos como diretora. A proposta é conectar empresas, trocar conhecimento e apoiar negócios de pequeno e médio porte, inclusive com uma feira de negócios que reuniu o setor recentemente. Dentro de casa, Jeane lidera a área administrativa e reforça o legado do fundador: conhecer o cliente e o colaborador pelo nome, sem hierarquia de silos entre suporte, desenvolvimento, consultoria e administrativo.

Presente-futuro: IA conversacional dentro do ERP

Para seu Ivan, o ciclo tecnológico que acabou de passar foi o de colocar inteligência de processo — facilidade de uso, automação, mas não IA propriamente dita. O próximo ciclo já está batendo à porta: conversar com o próprio ERP, pedir uma informação e ver o sistema buscá-la no banco de dados — e, se necessário, complementar com dados externos, como uma cotação de mercado ou o dólar do dia. Montar um DRE simplesmente informando parâmetros da organização, segundo ele, já deixou de ser futuro.

Esse movimento também levanta um desafio interno: com a automação assumindo tarefas que antes exigiam formação específica — o exemplo citado é o do faturista, que antes precisava de conhecimento em contabilidade —, a nova geração corre o risco de não absorver as regras de negócio que sustentam o produto. Por isso, transferir esse conhecimento acumulado para os times mais jovens virou, na visão da empresa, tão importante quanto a própria adoção de IA.

O que você leva desse episódio

01

Longevidade tecnológica exige renascer, não só resistir. A Prosyst tem 40 anos, mas segundo seu Ivan uma empresa de tecnologia não pode passar mais de cinco anos sem se reposicionar — e o próximo ciclo já é o da IA conversacional.

02

Venda de ERP é venda consultiva. Trocar de sistema mexe com toda a operação do cliente — por isso a Prosyst aposta em relacionamento próximo e parceria de longo prazo, não em ciclos curtos de negociação.

03

Integração nativa elimina retrabalho. Lead vira cliente no Bitrix24 e entra automaticamente no ERP Prosyst — orçamentos e histórico de jornada ficam disponíveis para todo o time comercial num só lugar.

04

Sucessão é processo, não evento. Foram oito anos de transição de liderança até seu Ivan migrar para o conselho — porque, para o mercado, continuidade de liderança é sinônimo de parceria de longo prazo.

05

Cultura de cuidado extrapola a empresa. Da liderança da ABVESP, com mais de 5.100 voluntários, à presidência do Comunitec, o giveback aparece como extensão natural da cultura interna da Prosyst.

06

Automação sem transferência de conhecimento é risco. Com a IA assumindo tarefas antes técnicas, como a de faturista, transmitir a regra de negócio para as novas gerações virou prioridade estratégica.

Participantes

Romualdo Silva — CRMThink · Host

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Guilherme Post — Prosyst · Gestão Comercial

Seu Ivan — Prosyst · Fundador e Conselheiro

Jeane — Prosyst · Diretora Administrativa

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